A rede de ciclovias e ciclofaixas nas capitais brasileiras cresceu 5% entre julho de 2024 e julho de 2025, somando 4.266 km de estruturas exclusivas para bicicletas, segundo o novo monitoramento anual da Aliança Bike. Apesar do avanço, essas vias ainda representam apenas 2,77% da malha viária total, o que revela um cenário de crescimento contínuo — porém ainda longe do potencial.
Para quem é dono de bike shop, esse dado vai além da mobilidade urbana: ele ajuda a entender onde o uso da bicicleta tende a crescer, quais regiões devem gerar mais demanda por manutenção, vendas e serviços, e onde o mercado ainda está subexplorado.
Crescimento existe, mas é lento — e desigual
Na prática, as capitais brasileiras ganharam pouco mais de 6 km de ciclovias por cidade em um ano. Enquanto algumas capitais avançam de forma consistente, outras seguem praticamente estagnadas. Isso cria realidades muito diferentes para o comércio de bicicletas:
- Cidades com maior expansão tendem a gerar mais ciclistas iniciantes, aumentando a procura por bikes de entrada, acessórios, revisões e ajustes.
- Regiões com pouca infraestrutura ainda dependem fortemente do ciclista esportivo ou recreativo, o que exige um mix de produtos e serviços diferente.
Para quem usa o Bike Conecta, acompanhar esse cenário ajuda a planejar melhor estoque, serviços e estratégias comerciais de acordo com o perfil local.
Onde o mercado está mais aquecido
Em extensão total de ciclovias e ciclofaixas exclusivas, o ranking de 2025 segue liderado por:
- São Paulo (737 km)
- Distrito Federal (626,5 km)
- Fortaleza (477,6 km)
- Rio de Janeiro (319,4 km)
- Salvador (308,6 km)
Essas cidades concentram quase um terço de toda a malha cicloviária das capitais. Para bike shops dessas regiões, isso normalmente significa maior volume de bicicletas em circulação, mais entrada de clientes e uma demanda constante por serviços recorrentes — algo que só se sustenta com uma gestão organizada de ordens de serviço, estoque e cadastro de clientes.
Crescimento acelerado também abre oportunidades
Algumas capitais tiveram crescimento expressivo em apenas um ano. Natal, por exemplo, ampliou sua rede em 69,3%, praticamente dobrando a extensão de ciclovias. O Distrito Federal liderou em quilômetros implantados, com mais 75 km.
Esse tipo de expansão costuma trazer:
- Novos ciclistas urbanos
- Aumento na procura por bikes utilitárias e elétricas
- Mais revisões simples, ajustes rápidos e serviços de rotina
Para a bike shop preparada, é o momento ideal para estruturar processos, padronizar atendimentos e acompanhar indicadores de vendas e serviços — algo essencial para não perder margem com o aumento do volume.
Ainda há muito espaço para crescer — e vender
Nenhuma capital brasileira chega a 10% da malha viária dedicada à bicicleta. Em cerca de dois terços das capitais, esse índice não chega a 3%. Para o setor, isso deixa claro que:
- O uso da bicicleta ainda tem enorme potencial de crescimento
- Novos investimentos em infraestrutura tendem a refletir diretamente no comércio local
- Bike shops bem organizadas sairão na frente conforme o mercado amadurece
Entender esses dados ajuda o lojista a tomar decisões mais estratégicas — seja na escolha de produtos, na contratação de equipe ou na adoção de um sistema de gestão que acompanhe esse crescimento.
No fim das contas, ciclovias não são apenas quilômetros de asfalto: são clientes em potencial passando todos os dias em frente à sua loja.

